March 22nd, 2013, 82 years old, the "Grandfather of African Literature", eminent Nigerian writer, Chinha Achebe dies in Boston, USA. He still held a chair as a professor at Brown Univeristy, in Providence, Rhode Island. For those, like myself, who admire his work as a fiction writer, poet, and essayist, it is a terrible loss. But people like Achebe don't die. Their legacy remains forever. Very well-known for his first novel "Things Fall Apart", Achebe sold millions of books and his work was translated into more than 50 languages. To me, one of his most memorable texts is "The African writer and the English language", published in 1975. There is one excerpt that I am in love with for Achebe's sobriety: "I feel that the
English language will be able to carry the weight of my African experience. But
it will have to be a new English, still in full communion with its ancestral
home but altered to suit its new African surroundings", cited by a lot of writers and reserachers who are interested in the political and ideological consequences of the global spread of the English language. I salute Achebe! I say farewell to him, but I'm sure he'll be around still teaching the world how to deal with tolerance and mutual understanding through his wonderful literature. Farewell, Mr. Achebe. Farewell.
sábado, 23 de março de 2013
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Um ano que se vai... outro que vem...
Chegamos ao fim de 2012. Puxa, foi um ano muito bom. Passamos com saúde, não temos do que reclamar. Mantivemos a nossa sanidade, vivemos as nossas pequenas conquistas, soubemos enxugar as nossas lágrimas, buscar enfrentar as surpresas plantadas pela vida, acima de tudo, com muita dignidade. Não temos do que nos queixar. Neste ano especial, estive na Turquia, tive o privilégio de conhecer um pouco de um povo e de um país surpreendentes, com seus luxos, suas mazelas e suas humanidades. Quem passa por uma cidade como Istambul, por exemplo, não volta incólume jamais. A foto acima já diz tudo. A riqueza histórico-cultural daquela que um dia chamou-se Bizâncio, passou a chamar-se Constantinopla, sempre marcada por enredos históricos mirabolantes, veio, enfim, chamar-se Istambul, após a acensão do império otomano. Uma cidade colorida, onde coloridas diferenças se encontram e ali convivem em certa harmonia. Voltei diferente daquele lugar. Ao fechar este ano de 2012, deixo Istambul aqui na lembrança. Certamente, tenho tantas outras. 2013 está nascendo e o que posso pedir? Nada, além de saúde e paz e que outros caminhos se abram para a gente poder partir e sempre regressar. Happy new year! Nada mais!
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Here's to you, Lisbon
domingo, 4 de novembro de 2012
Ladies and gentlemen, Magary Lord
My state of Bahia, Brazil, keeps surprising me all the time. In many areas, but arts and music, it seems to be unbeatable in revealing new talents. Our new name "on the block" is Magary Lord. This 36-year-old Afro-Brazilian born and raised in one of the poorest neighborhoods of Salvador has become global. Recently known for the African rhythms, especially Angola's black semba, the man makes us all dance. Magary or Francisco Pereira Chagas, got his artistic name from the character of one of his favorite Japanese series, MacGaren, and the surname Lord given by his father in honor to the lords from England. At least this is what records say. Anyway, I have been to one of his shows and I just loved his dance, his character, his beat, his charisma. He was "the man" last Carnival in Bahia, and now is enjoying a lot of his well-deserved success. A regular partner of Seu Jorge's, the fantastic "carioca" pop star, Magary is one of those great talents that make us believe our sources are indeed infinite. Whether we like him or not, everybody is singing "Billy Jean, Billy Jean, my love", and "Circulou, circulou, circulou, é tão maravilhoso o nosso amor". I confess I was biased, but the guy is good. Live long, Magary. The world is yours!
domingo, 22 de julho de 2012
Kiss cam and our mimetism
It's incredible the way we keep imitating what comes from other countries. In the most stupid things, we are always looking to repeat like parrots what people abroad do. This time it is something called "kiss cam" or the camera which films couples and prompts them to kiss each other. Last week, during a basketball game between Brazil and the United States, in Washington, D.C., countring with the luxurious presence of President Barack Obama and first lady Michelle, the idea of kiss cam traveled the world. Obama had to kiss Michelle. And everybody applauded. It was the push we needed to do the same. This Sunday, in several Brazilian football stadiums the parroting began. Kiss cam arrived in Brazil. How original! Give me a break!
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Nas mãos da piloto Maria
Puxa, acho que, pela primeira vez, embarquei numa aeronave pilotada por uma moça. Certamente, nada haveria de extraordinário nisso se não vivêssemos em uma sociedade ainda largamente machista e que nem sempre consolida conquistas antes negadas às mulheres. Foi um charme de voo, pela Azul, num céu azul e um lindo dia de sol nessa linda Salvador. Maria, o nome da nossa comandante, de voz forte e segura, nos conduziu pelos céus do Brasil e com total competência nos entregou em perfeita segurança no nosso destino. Lembro que não foi há muito tempo que um passageiro desclassificado armou o maior barraco num dos voos da empresa ao saber que o comando dos manetes pertencia a uma piloto. Que babaca! Elas são tão competentes e tão capazes quanto qualquer um de nós. Salve, Comandante Maria! Vida longa a essas pioneiras, rompendo fronteiras e preconceitos. Até a próxima, comandante! Bons vuelos! Blue skies always!
domingo, 3 de junho de 2012
sábado, 26 de maio de 2012
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
30 anos sem Elis!

Elis Regina, uma das nossas maiores cantoras, morreu no dia de hoje, no ano já longínquo de 1982. Eu era um rapaz recém-saído da adolescência e adorava aquela voz rasgada e poderosa da "Pimentinha" do Rio Grande do Sul. Para mim, depois dele próprio, era quem melhor interpretava as canções de Milton Nascimento. "Ponta de Areia", "Saudade dos aviões da Panair", "Nada será como antes" e tantas outras maravilhas que saíram daquela garganta para inebriar nossas almas e nossos corações. Elis, na verdade, nunca se foi. Até hoje, como disse Maria Rita, sua filha, "o lugar dela nunca esteve vago", porque pessoas especiais como Elis não passam, transformam-se. Como muita gente, no dia que soube da notícia, eu também fiquei chocado. Elis morreu de overdose? Como pode? Elis tomava drogas? Elis era uma mulher infeliz, depressiva, enloquecida? Como pode? Lembrei-me de Maysa, aquela maravilhosa e louca de "Meu mundo caiu". Ainda bem que a música não morre. Elis está ainda entre nós, com aquela voz que encanta e nos deixa perplexos: "Eu quero uma casa no campo..." Viva Tavito! Elis vive. Esqueçamos o dia de sua morte. Pensemos que sua voz a mantém absolutamente e maravilhosamente viva. Viva Elis!
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Ano Novo, tragédias velhas!

Puxa, começamos um novo ano. 2012 chega com a mesma cara de 2011, levando chuvas torrenciais para diversas partes do Brasil, em especial, o Sudeste. Castigados terrivelmente no ano que passou, muitas cidades ainda vivem contando prejuízos do verão passado. As chuvas de verão deste ano, tão previsíveis, já chegaram e já deixaram suas marcas de destruição. Tudo se repete solenemente, restando apenas lamentar a inoperância e canalhice daqueles que deveriam cuidar para que tais tragédias não mais se repetissem. A corrupção, novamente, deu as caras. O dinheiro não chegou. A tragédia se repetiu. O Japão, em menos de ano, já recuperou 90% de tudo que foi destruído pelo terremoto e pela gigantesa tsunami. Será que algum dia aprenderemos com povos de terras distantes que, acima de tudo, veem nação como algo coletivo? Não sei. Não tenho esperança. Nossa índole é um caso sem solução. E lá vêm as chuvas. Ano novo, desastres velhos, antigos, previsíveis. Lamentável!
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Love is in the air
sábado, 8 de outubro de 2011
Hope Solo, solo hope is all we're left with!
For those who don't know, this is Hope Solo, the gorgeous American goalkeeper, maybe the world's best in her position. Naturally, we can see her fame is going beyond the four lines of the field. This is her in one of the pictures for ESPN Body, October 2011. From what I read, this is supposed to be ESPN's best issue ever, as they have gone out and "photographed a plethora of pretty athletes that will scintillate from every newsstand in the nation". I confess, during the semi-finals in June, I was angry with her because she was one of the responsible for our defeat. Marta did everything she could to beat the supergoalie, but in the end they were the winners, though in the final, Japan knocked them off. But Hope lived on, of course, and here she is showing us the best of the best. From afar, we can simply look, admire, hope. Hope, that's all we're left with. Hope!quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Rest in peace, Mr. Jobs!
56 years old. There goes Steve Jobs, the brain behind Apple and contemporary technology. Short life indeed, but long enough to leave his mark forever. Any time we think of computers, gadgets, I-everything, he'll be around us. But Jobs has offered the world much more than nano equipment to connect people all over and help us understand it's possible to shrink the world and still be us. In the famous commencent speech at Stanford, in 2005, Jobs said: "Remembering that you are going to die is the best way I know to avoid the trap of thinking you have something to lose. You are already naked. There is no reason not to follow your heart." And he did, and we were all lucky. Despite being physically gone, geniuses like Jobs do not vanish as ordinary people do, in case we don't believe in reincarnation. We, naturally, lament his death, but there is more to come as what he probably sowed here might be a legacy of pure search for development and improvement in the area of communication. Jobs once said he loved Socrates. Maybe now these two guys are having a nice chat under an apple tree. Isaac Newton may join in later. Live on, Mr. Jobs. The world hears you! Live on!sexta-feira, 9 de setembro de 2011
A China é longe, mas existe!
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Viajar ou deslocar-se?
Em um dos seus livros mais recentes, E se Obama fosse africano? (2011), Mia Couto diz que "nos nossos dias, já não há viagem. Deslocamo-nos apenas. (...) A velocidade que possibilita a deslocação acabou matando a viagem" (p.174). Essa argumentação do escritor moçambicano me faz refletir a partir de uma constatação interessante, quando ele nos lembra que isso acontece simplesmente porque quando viajamos a [real] viagem "obriga-nos a sermos outros, a descentrarmo-nos, a deslocarmo-nos para fora de nós" (p.174). Não é uma visão romântica que, no mínimo, nos levaria àquela época em que viajar era uma epópeia em que,ao longo do caminho, íamos nos transformando pelo contato com os outros e suas terras, seus sorrisos, suas culturas. E desse contato, estenderíamos, mestiçaríamos o nosso "eu". Uma discussão profunda, diria. Este Mia Couto toca fundo na vida através da palavra. E tudo isso, para mim, é ensinamento. Estou a caminho da China, lugar em que jamais pisei. Muitas horas de voo, não sei se viagem ou de deslocamento. MInha cabeça vai girando e procuro não romantizar a experiência que me aguarda. Tenho certeza apenas que, mesmo às custas de algum choque cultural, serei alguém diferente no momento em que aportar por aquelas plagas. Aguardo boas experiências. Tomara que eu seja capaz de me "diluir", de "ser apropriado por outras almas" (Mia Couto, novamente). Tomara que eu possa ao menos entender um pouco aquele país, revisar meus estereótipos, ver tudo o que sempre quis com meus próprios olhos. Tomara que meu deslocamento transforme-se em "viagem". Tomara! China, aqui vou eu!quinta-feira, 11 de agosto de 2011
"Não basta morrer para deixar de viver"
Aqui estamos, Denise e eu, diante de ninguém menos que Mia Couto, um dos maiores escritores de língua portuguesa da atualidade, em noite de homenagem aos 99 anos do nosso grande Jorge Amado, o escritor maior da Bahia. Noite de gala em que literatura, política, identidade, sensibilidade e carisma se encontram e confluem para um sentimento de certeza que ali se está diante de alguém especial, diferente e, ao mesmo tempo, tão igual a cada um de nós. Através de palavras simples e milimetricamente certeiras, Mia Couto toca fundo na nossa alma. Falando da imortalidade que ganham os grandes artesãos da palavra, Mia diz que, para pessoas como Jorge Amado, "não basta morrer para deixar de viver", já que, na verdade, um homem com uma obra como esta, com toda deferência, requisita, ainda que sem qualquer solenidade, o direito de viver para sempre. Uma noite etérea, um encontro emocionante para mim, um fã racional, um tímido aprendiz que vê vida correr fundo na tessitura do pensamento de um homem que, a partir de uma matriz linguística semelhante, consegue me mostrar que o segredo da existência humana está exatamente em transformar o texto em algo grandioso, transformador, revolucionário. "Jorge não escrevia livros, escrevia um país", diz o poeta-escritor-biólogo da Beira. Mia também. Não escreve livros, mas um país com o qual tenho certa afinidade sem jamais ter pisado meus pés por lá. Ontem, ao conhecê-lo pessoalmente naquela profusão de saudações apressadas, lhe ter apertado a mão, ter-lhe praticamente furtado um autógrafo e dito o quanto admiro o seu trabalho, me fez sentir mais jovem, mais alerta, mais esperançoso para com o fato de que ainda é possível acreditar em sonhos, é possível "escutar silêncios". Esse sujeito simples, de fala mansa e segura, lá da periferia da periferia do mundo, me traz esse sentimento, mexe comigo, desarticula minhas verdades e, acima de tudo, me faz sentir cada vez mais vivo. Nas minhas "mal contidas ignorâncias", como diria ele, me transformo em alguém melhor, crio asas. Viva Mia Couto! segunda-feira, 8 de agosto de 2011
O egoísmo acaba aqui
Muitas vezes me encontro pensando no quão egoístas vamos nos tornando à medida que a humanidade avança no tempo e parece estancar em valores e senso de dignidade. Olho para os lugares e vejo todo mundo se preocupando em consumir, as novas gerações totalmente desprovidas de meios morais e emocionais para, quem sabe, tentarem se acostumar às delícias e verdades de uma vida simples, onde, dentre outras coisas, vislumbram-se relações mais próximas, reais e duradoras. A vida está precisando exatamente disso. A foto que ilustra esse pensamento vem de Cuba, tirada do Facebook de um amigo norte-americano meu. Fiquei tocado com a beleza da cena e o sorriso de alguém que, provavelmente, carece de várias demandas materiais. Mas é um sorriso sincero, que encanta. Isso sem falar naquele lindo bebê, seminu, imprensado entre o peito do pai (acho) e a sela do cavalo. Uma cena que, na sua mais doce simplicidade, nos relembra da verdadeira noção de viver. Precisamos de tão pouco para viver a vida. Muitos de nós temos tanto, egoisticamente, buscamos tanto e nunca, uma vez sequer, trouxe (ou traz) no rosto um sorriso como este. Quanto a aprender a partir de um simples registro da vida. Vida comum, simples, desigual. Vida vivida. Ah, o egoísmo acaba aqui!
sábado, 30 de julho de 2011
"Me faz bem, arrepio de imaginar"
Depois de maduro, comecei a achar brega essa coisa de se identificar com música para, quem sabe, servir de trilha sonora para as tantas trilhas da nossa história. Ainda acho, mas sempre me rendo às fraquezas da natureza humana, as quais não consigo dominar. Sendo assim, não sei bem o porquê, mas a canção ME FAZ BEM, na sempre poderosa voz de Milton Nascimento, mexe comigo e com as coisas que andam povoando meu pensamento: "Me faz bem o teu jeito de se enroscar, de chegar mansinho, se aninhar, de me fazer teu par, me faz bem esse jeito bom de gostar, viajar veredas, que são mistérios maior que o fundo do mar; bem, me faz bem arrepio de imaginar, me perder no lume do teu olhar, respirar, tocar, o teu corpo solto no cio; me faz bem ser o velho lobo do mar, que não cansa de navegar, pois muito tesouro existe por lá, me faz bem teu jeito de amar; tens mais mistérios do que o mar (Milton Nascimento & Fernando Brant, 2010). É, como um "velho lobo do mar", já nem sei mais o que é ser menino. Tenho sempre esse receio de me sentir ridículo. O amor é mesmo ridículo! Não importa o tempo, ele nos faz ridículos. Ah, se eu ainda fosse menino para deixar me inebriar pelas malícias e delícias da vida leve, sem hora nem dia de voltar. Quem dera eu pudesse, de verdade, me virar por aí, por entre mares, cantando: "Me faz bem, ser o velho lobo do mar..." Ah, fico aqui na canção, me sentindo absolutamente ridículo... sentindo "arrepio de imaginar"... meus inenarráveis desejos. "Me faz bem". Cantemos, então. E deixa a chuva cair, lavar, que me faz bem.PS. Assista ao vídeo em www.youtube.com/watch?v=-P8r3voBRyc.
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