sábado, 30 de abril de 2011

Já estou com saudade de Foz do Iguaçu


Passam já alguns meses que fui ao Parque Nacional do Iguaçu. Fiquei tão mal acostumado com as frequentes visitas que, com o correr do tempo, uma vontade de voltar, de novo, toma conta de mim. As fotografias, claro, consolam minha saudade, porém são o cheiro e a beleza caudalosa daquele lugar que me chamam e me atraem. Tenho tanta vontade de voltar sem qualquer compromisso que não aquele de aproveitar suas maravilhas bem aos poucos e sem disputas com o relógio. Seja do lado brasileiro, seja em Puerto Iguazu, na Argentina. Ali a beleza é democrática e não temos tempo sequer para saber que porção é a mais bela e deslumbrante. Depende do ângulo e do seu patriotismo. Só sei que quero voltar e voltar sempre para ver e rever tudo que ainda está linda e harmoniosamente esperando por mim. São águas tão poderosas que mal esqueço daqueles estrondos em plenas pedras suadas, embebidas em limo, aquelas mesmas águas que os passarinhos dominam e as rompem com os seus voos quase kamikazes. Eu sou um deles, já falei, e lá quero me aninhar. Que garotos sagazes que sabem driblar uma corrente de água que mais parece um vulcão em plena erupção. Como aqueles meninos-passarinhos, eu vou, e quero voar. Estou com saudade da paisagem daquele lugar...

Walking on lava land in Hawai'i

Looking at my pictures taken in Hawai'i some time ago, definitely, I can't help thinking of the nice and thrilling moments spent on those fantastic islands. Among several discoveries and sensations, walk and move around "lava land" was the tops. Here I am in the Volcanoes National Park, near Hilo, the largest city on the Big Island. Created to preserve the natural setting of volcanoes Kilauea and Mauna Loa, the park is also a refuge for the island's native plants and animals and a link to its human past. Hawai'i Volcanoes National Park displays the results of 70 million years of volcanism, migration, and evolution. Unfortunately, we didn't have the chance to see an eruption or the river of hot incandescent lava take its route to the ocean, but here I am walking on the lava produced by volcano Kilauea, still very active and full of mysteries. The smell of sulfur in the air is sometimes asfixiating, but once the guards allow you to enter, you know you're breathing at safe levels. Great sensation! I felt very small by getting so close to the powers of Nature in a way I had never experienced before. Memories to be savored forever!

Pelos céus de Ilhéus

Uma semana em Ilhéus e estou voltando para casa. Apesar do pouco sol que nos agraciou nestes dias de trabalho intenso, não posso deixar de estar sempre em busca da beleza de Ilhéus. Fazia bom tempo que não pairava por essas bandas, sendo que meus parâmetros comparativos já perderam a sua validade e confiabilidade. Do alto, de longe, como sempre, é e será eternamente uma região lindíssima do sul da Bahia. De perto, fico um pouco triste com a sensação de abandono a que a cidade tão decantada pelo grande Jorge Amado parece ter sido relegada. Os moradores de lá reclamam o tempo todo dessa condição precária em que se encontra aquele belo lugar: "O pessoal desce aqui e vai para Itacaré e outras praias", me diz um motorista. Minha sensação comprovada. Levantamos voo de volta a Salvador. Um céu meio nublado, pingos de chuva escorrem na janela do avião. Ilhéus fica lá embaixo, linda, lambida generosamente pelas águas barrentas do Atlântico Sul. Quem sabe, cheia de esperança de um dia ter a sua pujança de volta. Espero que sim. Bye, Ilhéus!

sábado, 19 de março de 2011

Pela força e coragem dos japoneses!

Já passou o momento de ficarmos olhando e lamentando o tamanho do desastre que assomou uma parte do Japão. Certamente, estamos todos em estado de choque diante da força arrasadora da natureza e das consequências da tragédia que não passarão jamais. Mas o que fica disso tudo para um povo fantástico acostumado a conviver com essas intempéries naturais é a lição que ele nos ensina a cada imagem que nos chega via os cabos dos sistemas globais de comunicação. Não bastassem o terremoto e a tsunami, ainda o perigo eminente de um acidente nuclear, lá estão eles, famintos, sedentos, incrédulos, contando seus mortos com uma dignidade com a qual não há como não nos comovermos. A disciplina e paciência com que enfrentam filas enormes para receberem um bolinho de arroz (dois para as mulheres) ou apenas 1o litros de gasolina nos espantam e nos confortam. Que povo sábio e ordeiro! Que lição de humanismo, humanidade, civismo, civilidade, humildade, respeito e tudo mais. Pela força e coragem desse povo maravilhoso, o sol nascente haverá de se re-erguer. Tenho certeza disso! O sol vai nascer de novo com o esplendor de um povo exemplar!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Um dia do amor é sempre um dia especial

Em vários países, hoje, 14 de fevereiro, celebra-se o dia de S. Valentino, um relgioso que viveu em Roma por volta dos anos 200. Tornou-se um casamenteiro. Morreu neste dia por ordem de Claudius II. Virou herói e a sociedade de consumo, principalmente a americana, transformou-se toda a simbologia em mercadoria barata. Dia do Amor. Lá, por qualquer um, não apenas parceiros. Está chegando aqui e unindo-se ao 12 de junho, nosso Dia dos Namorados, véspera do dia de Antônio, o santo que se diz grande articulador de casamentos. Valentine's Day. Mando um alô para amigos queridos, meus filhos e, claro, o meu amor. Lembro de uma pessoa especial nascida neste dia. Alguém que um dia beijei. Alguém que fez questão de sumir. Não consigo esquecer ao menos o dia do seu aniversário. Dia do Amor, "simbora, galera", vamos ao amor, pois assim seremos ao menos mais sensíveis uns para com os outros. Um presente bom é uma doce lembrança. Isso me basta. Mesmo se alguém sequer lembrar de mim! Prost!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O lixo pode ser algo extraodinário

E por falar em lixo, me deparo com a notícia de que o documentário brasileiro "Lixo Extraordinário", levado ao mundo com o nome de "Waste Land", foi indicado para o Oscar 2011, na categoria "documentário". Dirigido por Karen Harley, João Jardim e Lucy Walker, a película conta a história do trabalho do artística plástico Vik Muniz, paulistano radicado nos EUA, em projeto inédito com badameiros do lixão de Jardim Gramacho, o maior aterro sanitário do mundo, no munícipio de Duque de Caxias, Baixada Fluminese. Vik é ninguém menos que a cabeça criativa por trás da bela abertura da novela Passione, de Sílvio de Abreu, onde todas a imagens são feitas a partir do lixo ou materiais recicláveis, como preferem os artistas. Ainda não vi o documentário, mas pelas críticas que tenho lido, parece que é uma obra de extrema sensibilidade e que toca fundo em uma das nossas muitas feridas sociais, mostrando, contudo, que é possível encontrar-se beleza em situações tão adversas. Juntar arte e lixo pelas mãos e corações daqueles que ali vivem e confundem suas histórias com a daquele lugar aparentemente repulsivo é a grande ideia do artista. O resultado é avassalador. Segundo Rubens Ewald Filho, crítico de cinema, não se trata de mais um daqueles documentários que estreiam às pencas toda semana, mas "um retrato de um grande artista que criou um projeto internacional de grande repercussão e que resultou também num filme forte e comovente", tendo como protagonistas gente comum e pobre, mas com personalidades cativantes. Puxa, vou correr para ver "Lixo Extraodinário". Estou precisando dessas injeções de arte e criatividade para seguir acreditando na vida moderna. Recomendado!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O lixo nosso de todo dia; nós, porcos... nas ruas

Nossas ruas também estão podres. Já não basta o terrível hábito de se fazer xixi em qualquer lugar, nunca se viu tamanha sujeira na zona urbana de Salvador. E, de novo, ninguém ache que a bagaceira está presente apenas nos bairros pobres, onde a coleta é precária e o povo, discriminado em mais esse flanco, pejorativamente tido como mal-educado. Basta uma passeadinha pelos bairros ricos da capital da Bahia e ver-se-á que a sujeira, o lixo e o miserê estão em toda parte, e que a falta de educação ambiental está democraticamente distribuída. É uma triste constatação. O serviço da prefeitura já é um dos piores e se não colaborarmos, se não nos incomodarmos com tamanha atrocidade, como porcos e ratos, nos acostumaremos a chafurdar nas montanhas de lixo e porcaria que competem com as lindas paisagens e belezas naturais de nossa cidade. Visualmente, é um horror. Lembro de Nápoles, na Itália, quando sempre há aquelas greves homéricas das companhias de lixo. O povo afunda-se na sujeira, na lama, no bagaço de vida que só nos faz lembrar aquelas cenas horrorosas dos lixões espalhados por esse mundo. Salvador, Maceió, Rio, Mumbai, Pequim. Sem perceber, talvez, nos tornamos badameiros involutários de toda essa cena triste que insiste em nos cutucar no dia a dia. Se os poderes públicos continuam pecando, ao menos façamos a nossa parte. Nos eduquemos na produção, seleção, armazenamento e entregra do lixo. Todos agradecem. A vida agradece. Ah, minha Salvador... somos os seus porcos, nas suas ruas enlameadas. Que horror!